Quais são os principais sinais de baixa autoestima em crianças e adolescentes?

Quais são os principais sinais de baixa autoestima em crianças e adolescentes?

A falta de autoestima, pode ter um impacto profundo na confiança e segurança das crianças e adolescentes. A autoestima refere-se à avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma, influenciando a perceção de suas competências e valores. Quando a autoestima é baixa, pode afetar adversamente a confiança em si mesmo e a sensação de segurança emocional, podendo resultar em isolamento social, dificuldades de relacionamento, ansiedade, depressão e um risco aumentado de comportamentos de risco.

Os sinais de falta de autoestima em crianças e adolescentes podem variar, mas incluem:

  1. uma visão negativa de si mesmo;
  2. falta de confiança nas suas capacidades;
  3. dificuldade em lidar com críticas construtivas;
  4. insegurança em si próprio e no que a rodeia;
  5. tendência a comparar-se com os outros;
  6. evita desafios ou situações novas;
  7. isolamento social;
  8. dificuldades em expressar opiniões;

Por exemplo, uma criança ou adolescente que frequentemente expressa visões negativas sobre si mesma, desvalorizando as suas competências e conquistas. Evita interações sociais por medo de ser julgada e expressa relutância em assumir responsabilidades ou desafios, demonstrando uma falta de confiança nas suas próprias capacidades. (o exemplo é meramente ilustrativo porque os sinais podem variar de pessoa para pessoa).

Em que momento os pais devem procurar ajuda terapêutica?

A procura de ajuda especializada deve ocorrer quando os pais percebem que as estratégias habituais não estão a ajudar a criança ou adolescente a superar o sofrimento e dor emocional que o problema possa estar a causar.

Por isso, os pais devem estar atentos:

  1. Persistência dos sintomas: Se os sintomas persistirem ou piorarem apesar das estratégias de intervenção dos pais e do apoio familiar;
  2. Impacto na vida diária: Se o problema do filho estiver a afetar significativamente o seu funcionamento diário, como na escola, em casa ou nos relacionamentos;
  3. Preocupações persistentes: Se os pais estiverem constantemente preocupados com a saúde mental do seu filho e não souberem como lidar com os problemas apresentados, procurar orientação pode ser benéfico para toda a família.

Paulo Dias – Neuropsicólogo e Hipnoterapeuta da Clínica Dr. Alberto Lopes

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